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Tipo do documento: Tese
Título: Recolonização de Capoeiras com Diferentes Histórias de uso por Plantas Mirmecófitas e suas Formigas Associadas
Autor: Izzo, Thiago Junqueira 
Primeiro orientador: Vasconcelos, Heraldo L.
Resumo: Foram estudados alguns fatores que influenciam o re-estabelecimento de plantas mirmecófitas e formigas associadas em capoeiras submetidas a sucessivas queimadas antes do abandono (dominadas por pioneiras do gênero Vismia), capoeiras onde a vegetação foi apenas retirada (dominadas por Cecropia) e áreas de floresta madura e não perturbada. A riqueza e abundância de plantas mirmecófitas foi muito maior em matas do que em capoeiras, porém estes parâmetros não diferiram entre capoeiras com diferentes históricos de uso. A composição de plantas mirmecófitas é diferente entre capoeiras. Enquanto que em capoeiras dominadas por Vismia a composição mudou em função do número de queimas, em capoeiras de Cecropia ela foi relacionada com a idade de abandono. A composição de formigas que usam mirmecófitas foi fortemente relacionada com a composição local de plantas mirmecófitas, independente do tipo de ambiente. Porém, a proporção de plantas desocupadas ou associadas com formigas oportunistas foi maior em capoeiras dominadas por Vismia do que em capoeiras de Cecropia ou matas não perturbadas. A colonização da planta mimecófita Maieta guianensis em florestas secudárias foi limitada pela distância da fonte de rainhas jovens de formigas (neste caso a mata primária). Houve uma diminuição da proporção de plantas colonizadas, assim como na taxa de colonização pela principal espécie de formiga associada a esta planta (Pheidole minutula) em ambos os tipos de capoeira. Uma vez colonizadas por P. minutula, as plantas e formigas se desenvolveram e produziram alados com sucesso. Isto pôde ser observado também no sistema Cordia nodosa–Azteca sp. 2, mas não em Hirtella myrmecophila-Allomerus octoarticulatus, o sistema mais comum na Amazônia Central. Tanto em M. guianensis quanto em C. nodosa, as formigas residentes mantém coccídeos no interior das domáceas. Isto não ocorre em H. myrmecophila, que apresenta menos formigas por domácea e, conseqüentemente, mais herbivoria em capoeiras. Não houve diferença entre diferentes capoeiras para herbivoria para nenhuma das espécies de plantas estudadas.
Abstract: In this thesis I studied some factors influencing the re-establishment of myrmecophytes and ants in mature undisturbed forests, and two kinds of secondary forests: post slash-and-burn (thus dominated by Vismia pioneer trees) or post harvesting of pre-existing mature forest trees (thus dominated by Cecropia pioneer trees). Richness and abundance of myrmecophytes were higher in mature forest than in secondary forests, but there were no differences among the two kinds of secondary forests. Myrmecophyte composition was different between mature and secondary forests, as well as between the two types of secondary forest.. In Vismia forests the myrmecophyte composition was strongly associated with the number of recent fire events, while in Cecropia it was related to the age since cutting. There was a strong relationship between the myrmecophyte composition and their ant-associated community within each of the three kinds of forests. However, the proportion of uncolonized plants and the proportion of plants hosting non-specific ants were larger in Vismia forest than in Cecropia or mature forests. The colonization of the myrmecophyte Maieta guianensis, in secondary forests, was limited by the distance to a young queen source (in this case, the mature forest). In both Vismia and Cecropia forests I found a decrease in the number of colonization events and also in the proportion of plants colonized by M. guianensis’ specific partner ant (Pheidole minutula) with increasing distance to the forest. After successfully colonizing a plant in any kind of secondary forest, P. minutula presented normal development and produced workers and alates. Successful colonization and development of the colony in secondary forests were also observed in the Cordia nodosa-Azteca sp.2 plant-ant system, but not in the other common association in Central Amazonia, Hirtella myrmecophila -Allomerus octoarticulatus. In both M. guianensis and C. nodosa the resident ants tend coccids in the domatia. This was not observed in A. octoarticulatus colonies wich have fewer ants per domatia within a plant in secondary forests. Consequently, herbivory of H. myrmecophila was higher in these environments. Herbivory rates were indistinguishable between the two kinds of secondary forest, for any of the three plant species. 17 In the Azteca sp2-C. nodosa system, the predation of ants by Cebus appela monkeys was higher in secondary than in mature forests. This predation occurred almost exclusively in the western part of the study area. This area, which falls on its own hidrografic basin, also presented the largest C. nodosa density. This spatial pattern suggests a density-dependent mechanism for, and/or the existence of a barrier to the dispersal of this feeding behavior tradition. In a preliminary analysis, however, ant predation doesn’t seem to have a relevant impact on plant or ant-plant populations. It sugests that disruptive predation by monkeys does not limit the re-establishment of these systems in secondary forests.
Palavras-chave: Mirmecófitas
Formigas
Herbivoria
Área(s) do CNPq: CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
Sigla da instituição: INPA
Departamento: Coordenação de Pós Graduação (COPG)
Programa: Biologia (Ecologia)
Citação: IZZO, Thiago Junqueira. Recolonização de Capoeiras com Diferentes Histórias de uso por Plantas Mirmecófitas e suas Formigas Associadas. Manaus: [s.n.], 2005. 127 p.. Tese (Biologia (Ecologia)) - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://localhost:8080/tede/handle/tede/1874
Data de defesa: 1-Jan-2005
Aparece nas coleções:Doutorado - ECO

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