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Tipo do documento: Tese
Título: Ontogenia dos órgãos reprodutivos e da plântula de Syagrus inajai (Spruce) Becc. (Arecacae)
Autor: Marcomini, Poliana Roversi Genovese 
Primeiro orientador: Mendonça, Maria Sílvia de
Primeiro coorientador: Carmello-Guerreiro, Sandra Maria
Resumo: Syagrus inajai (Spruce) Becc. é uma palmeira que ocorre no Bioma Amazônico, em diferentes fisionomias vegetais, como: floresta de terra firme, vertente e baixio, além de áreas abertas, como beira de estradas. Produz grande quantidade de frutos, os quais, são comestíveis. O presente trabalho teve como objetivo realizar o estudo ontogênético dos órgãos reprodutivos e da plântula de S. inajai, através da morfoanatomia. As observações e coleta do material botânico foram realizados nos anos de 2009 e 2010 em área verde do Campus da Universidade Federal do Amazonas - UFAM, Manaus, Amazonas, Brasil, em área de baixio, ao redor das coordenadas 3 o 05 ’ 45,84 ” S e 59 o 58 ’ 43,69 ”, a partir, de 30 indivíduos de S. inajai. Observou-se que o número de flores por inflorescência varia entre 5.904 - 17.316 para flores estaminadas e 180 - 3.528 para as flores pistiladas. As flores estaminadas apresentam seis estames com um feixe vascular cada; pistilódio trifído e vascularizado. As flores pistiladas apresentam seis estaminódios unidos formando um círculo. O gineceu é sincárpico, tricarpelar, trilocular, um óvulo por lóculo, sin-ascidiado no ovário e plicado acima. A fusão incompleta dos flancos dos carpelos formam três cavidades septais, que vão da base do ovário a base do estígma. Estigma tripartido, apical e séssil, com epiderme composta por células papilosas alongadas, padrão de epiderme que se mantem por todo canal estilar. O ovário apresenta duas regiões meristemáticas, uma adjacente à epiderme externa e outra envolvendo a cavidade seminal. A região meristemática externa origina o mesocarpo fibroso. A região meristemática interna é responsável pelo espessamento do endocarpo, juntamente com as células provenientes de divisões periclinais da epiderme interna do ovário, formando o endocarpo lato sensu de origem mista. A esclerificação do endocarpo inicia-se no fruto com aproximadamente 80 dias, e ocorre centripetamente. O endosperma é do tipo coenocítico multicelular e a formação de parede das células ocorre centrifugamente. O óvulo é anátropo. A semente é paquicalazal e bitegumentada, estes restritos a região da micrópila. O opérculo é composto por células dos tegumentos externo e interno, e por células do obturador, esclerificadas. O zigoto tem sua primeira divisão celular cerca de 30 dias após o início do desenvolvimento do endosperma. O tempo de desenvolvimento do fruto é de aproximadamente 240 dias, quando se inicia a dispersão. O processo de desenvolvimento embrionário dura aproximadamente 220 dias, dividido em 4 estádios: proembrião, embrião globular, cordiforme lateral e torpedo. O embrião é pequeno, linear e derivado da célula terminal do proembrião, proveniente de divisões mitóticas na célula apical. O eixo embrionário está localizado na região proximal em ângulo reto ao maior comprimento do ix embrião. O cotilédone único é formado pelo meristema fundamental, procâmbio e protoderme. O procâmbio provê o eixo embrionário e a região haustorial. A germinação de S. inajai inicia-se em média 101 dias após a semeadura com a formação do botão germinativo. Os eventos morfoanatômicos que se seguiram foram: alongamento do hiperfilo, intumescimento da bainha cotiledonar, emissão da raiz primária e primeiro catafilo, emissão do segundo catafilo e eofilo. O alongamento do eixo embrionário foi observado após a emissão do botão germinativo, durante o processo de alongamento do hiperfilo. A observação da raiz primária em vista desarmada foi possível após o intumescimento da bainha cotiledonar, momento em que os dois catafilos e o eofilo encontravam-se diferenciados na bainha cotiledonar. Foi observado amido no embrião antes da germinação, porém a sua quantidade aumentou nas células parenquimáticas após a formação do botão germinativo. A semente apresentou 30% de lipídios em sua concentração. Transcorre-se 270 dias, da abertura da bráctea peduncular a dispersão do fruto. A abertura da flor pistilada ocorre 20 dias após a abertura da bráctea peduncular, o fruto leva cerca de 240 dias para se formar e o embrião 220 dias.
Abstract: Syagrus inajai is a palm that occurs in the Amazonian Biome, in different plant physiognomies, such lowland rain forest, slope and gallery forests, as well as in open areas such as clearings and roadsides. It produces large quantities of edible fruits. The purpose of this work is to carry out an ontogenic study of S. inajai from gynoecium to seedling, in terms of its its morphoanatomy. The observations and collection of botanical material were carried out in 2009 and 2010, in a green area of the Campus of the Universidade Federal do Amazonas - UFAM, Manaus, Amazonas, Brazil, which is situated in a region of baixio forest, at coordinates 3 0 05’ 45.84” S and 59 0 58’ 43.69 ”. Thirty individual specimens of S. inajai were collected for analysis. The aim of the first chapter is to characterize the morphoanatomy of the inflorescence of S. Inajai, enabling a better knowledge of the species studied and an understanding of the processes of formation of the fruit and seed. The inflorescences are branched to one order, pedunculate, and interfoliar, measuring 62-82 cm in length, with woody bracts with longitudinal grooves on the external surface, and flowers in triads. The number of flowers to each inflorescence varies from 5,904 to 17,316 for staminate flowers, and from 180 to 3,528 for pistillate flowers. Staminate flowers with six stamens and one vascular bundle each; three-lobed pistillodium, vascularized pistillodium. Its pistillate flowers have six staminodia joined to form a circle, syncarpic, tricarpellary, trilocular gynoecium, one ovule to each locule, synascidiate in the ovary, and plicated above. Tripartite stigma, apical and sessile, with epidermis composed of elongated papillary cells, pattern of epidermis that is maintained throughout the stylar canal. Bitegmented, anatrope, pachychalazal ovule. In the second chapter, the aim was to carry out a morphoanatomical study of the development, from gynoecium to the developed fruit, and to measure the approximate time to occurrence of the separate events in this process. From the seminal primordium, the ovules are anatropous. Hypostasis with cells containing phenolic content is prolonged during development, including the entire ovule, throughout the length of the pachychalazy. The ovary has two meristemic regions: a peripheral meristem region, adjacent to the outer epidermis, which gives origin to the fibrous mesocarp; and an internal meristemic region, which involves the internal seminal cavity and is responsible for the thickening of the endocarp, forming the endocarp sensu lato, of mixed origin. Sclerification of the endocarp initiates in the fruit at around 80 days, occurring centripetally. The endosperm is of the multicellular coenocytic type, with formation of the cell walls occurring centrifugally. The operculum is comprised of cells of the outer and inner integuments, and by sclerified cells of the obturator. The first cell division of xi the zygote occurs around 30 days after the start of development of the endosperm. The development time of the fruit is approximately 240 days. The third chapter gives a morphoanatomical characterization of the embryo of Syagrus inajai, in different phases of its development, seeking to contribute with information on the embryonic development of palms, and further our understanding of the germinative process of plants of the family Arecaceae.The development process of the embryo, until the moment of dispersion, takes approximately 220 days, and is divided into four stages: proembryo, globular embryo, lateral cordiform and torpedo. The embryo is small, linear, and derived from the terminal cell of the proembryo, arising from mitotic divisions in the apical cell. The embryonic axis is located in the proximal region, aligned parallel to the length of the embryo. The single cotyledon is formed by the ground meristem, procambium and protoderm. The procambium supplies the embryonic axis and the haustorium. The fourth chapter aims to describe the morphoanatomy of the germinative process of S. inajai and to determine its average duration, and also to identify the ergastric substances present in the embryo, haustorium and endosperm, and to perform centesimal analysis of the seed.The germination of S. inajai starts at around 101 days after seeding, with the formation of the germinative button. The morphological events that followed were: lengthening of the hyperphyll, intumescence of the cotyledonary sheath, emergence of the primary root and first cataphyll, emergence of the second cataphyll and eophyll. Lengthening of the embryo axis was observed after the emergence of the germinative button, during the process of lengthening of the hyperphyll. It was possible to see the primary root with the naked eye after the intumescence of the cotyledonary sheath, at which moment the two cataphylls and the eophyll were differentiated in the cotyledonary sheath. Starch was observed in the embryo before germination, but its quantity increased in the parenchyma cells after the formation of the germinative button. The seed presented 30% lipids in its concentration at the moment of dispersion. The time from opening of the peduncular bract to dispersion of the fruit is 240 days. The opening of the pistillate flower occurs 20 days after the opening of the peduncular bract; the fruit takes around 240 days to form, and the embryo 220 days.
Palavras-chave: Palmeira
Syagrus inajai
Pupunharana
Área(s) do CNPq: BOTANICA::BOTANICA APLICADA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
Sigla da instituição: INPA
Departamento: Coordenação de Pós Graduação (COPG)
Programa: Ciências Biológicas (Botânica)
Citação: MARCOMINI, Poliana Roversi Genovese. Ontogenia dos órgãos reprodutivos e da plântula de Syagrus inajai (Spruce) Becc. (Arecacae). Manaus: [s.n.], 2013. xvi, 131 f.. Tese (Ciências Biológicas (Botânica)) - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://localhost:8080/tede/handle/tede/1673
Data de defesa: 29-Jun-2013
Aparece nas coleções:Doutorado - BOT

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