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Tipo do documento: Tese
Título: Propagação dos Fluxos de Sedimentos em suspensão do Rio Amazonas- Trecho Tamshiyacu (Peru) até Óbidos(Brasil)-Variabilidade Espacial e Temporal
Título(s) alternativo(s): Étaler Sédiments flux suspendu Rio Amazonas- Extrait Tamshiyacu (Pérou) à Obidos (Brésil) Espace et Temporelle -Variabiliti
Spread Sediment Flow suspended Rio Amazonas- Excerpt Tamshiyacu (Peru) to Obidos (Brazil) Space and Temporally -Variability
Autor: Cárdenas, Elisa Natalia Armijos 
Primeiro orientador: JR, Naziano Pantoja Filizola
Primeiro coorientador: Guyot, Jean Loup
Resumo: Na bacia Amazônica, os fluxos de sedimentos em suspensão têm um papel importante na biodiversidade aquática e na riqueza das zonas inundadas, pois, os nutrientes e matéria orgânica que estão aderidos aos sedimentos são depositados nestas zonas. Os sedimen- tos influenciam na geomorfologia do curso do rio Amazonas ao serem depositados em zonas de menor velocidade, criando novas ilhas. O fluxo sedimentar tem a capacidade de influir na movimentação dos meandros e em certos casos até no desligamento destes, formando assim novos lagos. Estas mudanças e riquezas, têm influência direita nas po- pulações que moram na Amazônia. A bacia Amazônica é considerada como uma das principais fontes de sedimentos para o Oceano Atlântico em termos mundiais, porém, os Andes e as zonas sub-Andinas produzem aproximadamente o 90% desses sedimentos para a bacia Amazônica. Entender o a distribuição espacial e temporal dos fluxos sedimentários é o objetivo deste estudo, no qual foram escolhidas quatro estações de monitoramento de água e sedimento ao longo do rio Amazonas, desde o Peru até o Brasil. Para cumprir com este objetivo, foram feitas coletas superficiais a cada 10 dias em cada estação e amostragens distribuídos na seção em diferentes épocas do ano. Perfis de turbidez e amostragem para granulometria ao longo da seção também formaram parte do monitoramento. Na zona Andina, os fluxos de sedimentos em suspensão têm uma relação direita com os fluxos de água, no entanto, está relação se transforma em uma histereses ao se aproximar da planície, tornando-se bem marcada em Óbidos, localizada a 870 km antes da desembocadura. Atribui-se este resultado à contribuição de fluxos de água de tributários pobres em sedimentos provenientes principalmente dos Escudos Brasileiro e Guianês. Tanto na planície peruana quanto na planície brasileira, em aproximadamente uma longitude de 3000 km, observa-se que a concentração de sedimentos em suspensão está composta de dois tipos de granulometrias bem definidos: sedimentos finos (10-20 μm) e sedimentos grosseiros de tipo areias (100-250 μm). A porcentagem de cada tipo de sedimentos presente no curso principal está em função do regime hidrológico. Picos de concentração de sedimentos finos são presenciados nas épocas de máximas chuvas (Dezembro a Março) e picos de areias em época de cheia (Maio a Julho). Nas estações Andinas e sub-Andinas, a turbulência junto com as baixas profundi- dades permitem a ascensão de sedimentos grosseiros à superfície. Consequentemente,observa-se uma relação direita entre concentração de sedimentos em suspensão na su- perfície com a concentração de sedimentos média da seção, o que permite o cálculo de fluxos sedimentários, sendo que, a bacia peruana contribui com 540 Mt ano −1 . Na planície brasileira o contexto muda, onde as profundidades atingem de 40 á 100 m, tornando quase nula a presencia de areias na superfície. Está é, por tanto, a maior incerteza ao utilizar a relação da concentração de superfície com a média da secção. Analisando a estação de Óbidos constatou-se que existe uma relação direita entre a concentração de sedimentos da superfície e a concentração média de sedimentos finos da seção. Observou-se também que, a concentração média de sedimentos grosseiros da seção têm relação direita com a vazão. Esta diferenciação dos tipos de sedimentos per- mite o cálculo de fluxos do rio Amazonas, concluindo que 1100 Mt ano −1 de sedimentos são transportados para el Oceano Atlântico na estação de Óbidos, sendo que 60% cor- responde ao fluxo de sedimentos finos e 40% ao fluxo de areias. Observou-se que os sedimentos são sensíveis à variabilidade climática, em geral eventos El Niño estão rela- cionados com maiores quantidades de sedimentos finos e eventos La Niña incrementam a porcentagem de sedimentos grosseiros no rio Amazonas. Utilizou-se a turbidez para obter dados de concentração por ser uma medida de alta frequência, na qual, foram feitas curvas de calibração em função do diâmetro da partícula. Observou-se que o sinal de turbidez é uma adição do sinal emitido pelas partículas presentes em uma amostra, com esta premissa utilizou-se o modelo de Rouse para separar o sinal de concentração obtido pela turbidez dos tipos de sedimentos pre- sentes no rio Amazonas, partículas finas e areias. Deste modo conseguiu-se perfis de concentração para sedimentos finos e perfis de concentração para as areias. Observa-se que na época de enchente os perfis de concentração tem um gradiente bem marcado para os sedimentos finos, no entanto, em épocas de cheia o gradiente é governado pelas areias e os perfis de finos são verticais e constantes em toda a seção. Estes resultados indicam que, pode-se predizer perfis de concentração com base na turbidez em rios da Amazônia.
Abstract: Dans le bassin amazonien, les flux de sédiments en suspension jouent un rôle im- portant pour la biodiversité aquatique et pour la richesse des zones inondées car les nutriments et la matière organique adhérants aux sédiments sont déposés dans ces zo- nes. Les sédiments influencent également la géomorphologie du cours de l’Amazone en se déposant aux endroits de plus faible vitesse et en créant des îles. Le flux sédimen- taire influe sur le déplacement progressif des méandres et dans certains cas peut aller jusqu’à couper le méandre du fleuve créant ainsi de nouvelles lagunes. Cette dynami- que sédimentaire a donc un impact direct sur la vie des populations vivant en Amazonie. Le bassin amazonien est considéré au niveau mondial comme l’un des principaux apports de sédiments à l’Océan Atlantique, cependant approximativement 90% des sé- diments du bassin proviennent des Andes et des zones sub-andines. Comprendre la distribution spatiale et temporelle des flux sédimentaires est l’objectif de cette étude pour laquelle on a choisi quatre stations hydrométriques de suivi réparties tout au long de l’Amazone depuis sa formation au Pérou jusqu ́à environ 800 km de son embouchure au Brésil. Pour atteindre cet objectif, on a mis en place pour chaque station un échantillonnage décadaire en surface et une exploration totale de leur section à différentes périodes de l’année. Des profils de turbidité et des échantillons pour la granulométrie sur toute la section faisaient également partie de ce suivi. Dans la zone andine, les flux de sédiments en suspension sont en relation directe avec les débits liquides mais cette relation laisse peu à peu apparaître un hystérésis au fur et à mesure que l’on pénètre dans la plaine et celui-ci est alors nettement marqué à Óbidos, 870 km avant l ́embouchure. On attribue cet effet d’hystérésis aux apports en eaux peu chargées de sédiments de tributaires en provenance, pour la plupart, des boucliers Brésiliens et Guyanais. Sur une distance d’environ 3000 km , tant sur la plaine péruvienne que brésilienne, on a pu observer que le matériel en suspension se compose en fait de deux types de sédiments bien définis : des sédiments fins (10-20 μm) et des sédiments grossiers, des sables(100-250 μm). La quantité de chaque type de sédiment présent dans le cours prin- cipal du fleuve est fonction de son régime hydrologique annuel. On relève des pics de concentration en sédiments fins aux époques de plus grandes précipitations (décembre à mars) alors que ceux des sables apparraissent pendant la période de crue (mai à juillet).Sur les stations andines et sub-andines, la turbulence de l’écoulement jointe aux faibles profondeurs permet l’ascension de sédiments grossiers vers la surface. Par con- séquent, on observe une relation directe entre la concentration de sédiments en suspen- sion de surface et la concentration moyenne dans la section, ce qui permet un calcul simple des flux sédimentaires et d’arriver à une valeur de 540 Mt an −1 pour qui con- cerne l’apport du bassin péruvien de l’Amazone. Dans la plaine brésilienne, le contexte change, les profondeurs moyennes se situent entre 40 et 100 m de telle sorte que la présence de sable en surface est quasi nulle. D’où une incertitude plus grande à vouloir utiliser une relation entre concentration de surface et concentration moyenne dans la section. Cependant, l’analyse des résultats à la station d’Óbidos montre qu’il existe encore une relation directe entre la concentration de sédiments de surface et la concen- tration moyenne de sédiments fins dans la section alors que la concentration moyenne de sédiments grossiers dans la section est, elle, en relation directe avec le débit liquide. En différenciant ainsi le calcul suivant ces deux types de sédiments, on arrive pour l’Amazone à une valeur de flux de 1100 Mt an −1 transitant par Óbidos, dont 60% cor- respond au flux des sédiments fins et 40% respectivement aux grossiers. On a utilisé la turbidité car c’est une mesure à haute fréquence et pour parvenir aux valeurs de concentration à partir de celles-ci, on a dû établir différentes courbes de calibration en fonction du diamétre des particules. On a pu observer que le signal de turbidité est le résultat de l’addition des signaux émis par les particules de différents diamètres présentes dans l’échantillon et avec cette prémisse, on a utilisé le modèle de Rouse pour différencier le signal de concentration obtenu avec la turbidité. On a constaté que les granulométries en présence sont les mêmes tout au long du régime hydrologique mais que ce sont les proportions de chacune d’entre elles qui varient. Aussi a-t-on abouti à des profils de concentration pour sédiments fins et des profils pour sédiments grossiers. En montée de crue, les profils de concentration présentent un gradient bien marqué pour les sédiments fins, alors qu’en période de crue ce gradient est contrôlé par les sables et les profils de fines sont alors verticaux et constants sur toute la section. Ces résultats montrent qu’il est possible de prédire, en Amazonie, les profils de concentration à partir de la turbidité.
The sediments flux in Amazon Basin have an important role on the aquatic biodiver- sity and richness in the floodplains because the nutrients and organic matter attached on suspended sediments are deposited in these zones. The suspended sediments have influence in the geomorphology of Amazon River too, because where they are deposited in zone of low turbulence new isle are create. The sediments flux have influence in the meandering movement and sometimes this movement can cause meanders to cutoff and create new lakes. These changes and richeness have influence in the Amazonian population. The Amazon Basin is considered in global terms as one of main source of suspended sediments of Atlantic Ocean, but the Andean region and foreland provide 90% of sedi- ments at the Amazon Basin. The aim of this study is to understand the spatial and temporal distribution of sediments flux in the Amazon River, therefore were select four gauging station located along of Amazon Riven from Peru to Brazil. In each gauging station was make superfi- cial samples each ten days and samples in the section in different times of hydrological period. Turbidity profiles and granulometry measuring were made too in each gauging station. In the Andean region, it is observed a relationship between the suspended sediments concentration and discharge, however, this relationship become a hysteresis in the plain especially in the Óbidos gauging station located at 870 km before of mouth. This result can be by the contribution of influx poor in suspended sediments from Guyanese and Brazilian shields. In 3000 km of long from Peru to Brazil plain, the suspended sediments is composed by two well defined types of suspended sediments: fine sediments (10-20 μm) and coarse sediments (100-250 μm). The percentage of each type of sediments in the main river is different during the hydrologic regime. Peak of fine sediments is observed in the same period of peak of rainfall (December to March) and peak of coarse sediments is observed in flood period (May to July). The Andean and sub-Andean basin gauging station show the coarse sediments in surface due to great turbulence and low depths. Therefore, this gauging station show a relationship between the suspended sediments concentration in surface and averagesuspended sediments concentration in section, with this relation is possible to calcu- late the suspended sediments flux. Hence the Peruvian basin provide 540 Mt year −1 . However in the Brazilian plain the context is different, the depth is from 40 to 100 m, becoming almost null the presence of coarse sediments in the surface. Therefore, cannot use the relationship between suspended sediments concentration in surface and average suspended sediments concentration in section. When the Óbidos gauging station is analysed, it found there is a relationship between suspended sediments concentration in surface and average of fine suspended sediments concentration. It is observed too, that there is the relationship between coarse suspended sediments concentration and discharge. Therefore, it is possible to calculate of suspended sediments flux using this two relationships. The Amazon River export 1100 Mt year − 1 of suspended sediments at Óbidos gauging station, of which 60% correspond at fine sediments flux and 40% to coarse sediments flux. It is observed that the suspended sediments are sensitivity of climate variability, generally El Niño events is associate with increase of fine suspended sediments and La Niña events increase a percentage of coarse sediments in Amazon River. It is using the turbidity for determinate of suspended sediments concentration, we use this technique due the high frequency in acquisition of data. However for use the turbidity is necessary the previous calibration. It was observed that the turbidity signal is an addition to the signal emitted by the particles in one sample and with this assumption the Rose model was used to separate the concentration signal obtained by the turbidity of these two types of sediments present in the Amazon River, fine particles and sand. Therefore, it was obtained the concentration profiles to fine sediments and the concentration profiles to the sand. It is observed during the rising period that the fine sediments profiles show a strong gradient, however in the flood periods this gradient reduce come a constant in all section. These results show that turbidity and Rouse model can be used for prediction of suspended concentration in Amazon River. Keywords: suspended sedi
Palavras-chave: Sedimentos em suspensão
Bacia Amazônica
Sub-bacias Andinas
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
Sigla da instituição: INPA
Departamento: Coordenação de Pós Graduação (COPG)
Programa: Clima e Ambiente (CLIAMB)
Citação: Cárdenas, Elisa Natalia Armijos. Propagação dos Fluxos de Sedimentos em suspensão do Rio Amazonas- Trecho Tamshiyacu (Peru) até Óbidos(Brasil)-Variabilidade Espacial e Temporal. 2015. 177 f. Tese( Clima e Ambiente (CLIAMB)) - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus, 2015 .
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://bdtd.inpa.gov.br/handle/tede/2161
Data de defesa: 10-Nov-2015
Aparece nas coleções:Doutorado - CLIAMB

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